09 dezembro, 2011
02 julho, 2011
Trabalhando
03 junho, 2011
A mulher que queria ser Micheliny Verunschk
Aliás, o livro é uma das crias da Edith, coletivo editorial muito bacana do qual participa o querido Marcelino Freire. Tem um montão de lançamentos amanhã...
E, mais, tem podcast de três capítulos do livro nesse link aqui.
Lá: Centro Cultural b_arco
Rua Dr Virgilio de Carvalho Pinto, 426
das 18 às 21h
04 maio, 2011
11 março, 2011
Precisava de um poema para não morrer
1. Do princípio das coisas - Gostaria de começar esse texto dizendo: “Fui amiga de Elizabeth Bishop, trocávamos cartas. Algumas das três mil cartas que deixou, eram endereçadas a mim”. Mas, por um desses lapsos do tempo e do destino, quando eu nasci ela já havia completado 61 anos e quando ela morreu eu ainda nem pensava que seria meu o ofício da poesia...
Quer continuar lendo?
Clique em Suplemento Pernambuco.
27 abril, 2010
Literatura e Magia
25 abril, 2010
Por aí...
Leia a reportagem que fiz sobre as relações entre arte, vida e alta costura em Um flerte de longa data, na Revista Continuum, do Itaú Cultural.
Hum, é pouquinho mas dá pra divertir...
24 abril, 2010
Por delicadeza eu perdi a vida
Eu tinha cerca de 25 anos quando li Rimbaud pela primeira vez. Fiquei impressionada com a força dos seus versos, com a intensidade das suas imagens, com sua proposta de poesia como um total desregramento dos sentidos. Fiquei impressionada, lembro, principalmente com sua "paleta de cores".
Rimbaud era uma criança terrível, como todos os anjos são terríveis (parodiando Rilke)e criou uma das obras mais densas e de maior vanguarda de todos os tempos em poesia.
Toda sua obra foi composta entre os 15 e 18 anos de idade e foi com essa obra que incediou Paris, o poeta Verlaine e o mundo até hoje.
Morreu com a idade que tenho hoje, depois de ter abandonado a poesia e levado uma vida adulta obscura.
Na semana em que se divulgou uma nova foto de Rimbaud (na primeira foto, ele é o segundo da esquerda para a direita) coincidentemente estou relendo sua obra e de novo me apaixonando por suas cores e mais uma vez me admirando com seu Barco Bêbado, com suas Vogais, com a sua Venus Anadyomene.
A propósito, continuo preferindo o jovem Rimbaud, sua biografia transgressora, sua atitude. O Rimbaud adulto não me interessa a não ser, talvez, pelo que tem de trágico.
22 março, 2010
Palavra e alimento
Lindo, lindo, lindo!
Não encontro palavra melhor para definir o Teta Literária, novo blog da Paula Schuabb.
Delicioso!
Pra combinar com a ideia: "palavras são um alimento nutritivo para a imaginação".
Histórias para crianças de todas as idades.
Aproveitem!!!
09 janeiro, 2010
Desafio

O abecedário acima é composto por personagens da literatura. Ainda não descobri todos os personagens (é bem difícil), por isso estou contando com a ajuda de vocês... Alguém se habilita? É só clicar na imagem para ampliar.
A-Alice
B-Cyrano de Bergerac
C-Capitão Nemo
H-Huckberry Finn
M-Três Mosqueteiros (Ana Dundes)
S-Sherlock Holmes
[imagem do livro La lettre et l'image, de Massin. Esse desafio foi proposto originalmente no Librosfera.]
08 dezembro, 2009
Sobre escrita, sobre influências
Acho difícil escrever sobre o nosso tempo com, digamos, algo que chamarei de linguagem padrão do nosso tempo. Acho complicado escrever uma prosa recheada de gírias e maneirismos para me dizer contemporânea. Não sei se isso é bom ou se isso é ruim, se é um valor ou se é uma desgraça. Sei que sou poeta e prezo muitíssimo cada palavra seja na minha poesia seja nessa prosa recém-inaugurada. Assim, confesso, costumo lixar as palavras, polir as frases, lustrar períodos e parágrafos. Não sei ser de outro modo e acho que nem gostaria.
A palavra é minha matéria-prima, meu bloco de mármore, minha madeira para carpintaria. Trato-a com respeito, mas sem reverência, sem vergonha. Se não for assim não consigo chegar aos pés da minha ambição que é o de construir mundos, dar novos sentidos ao real. Para conseguir isso preciso acreditar que cada palavra, cada espaço em branco, cada vírgula está no exato lugar onde deve estar.
Assim, tenho minhas influências e não as nego, nem poderia. Para citar algumas, João Cabral, Osman Lins, Sophia de Mello Breynner Andresen, Ezra Pound, Saramago. Mas são tantas que, de fato não poderia enumerar. Algumas mais antigas, outras mais recentes como Sebald. Sou uma antena, tenho raízes caminhantes e a palavra me encanta.
Como me foi pedido, falarei um pouco de Osman Lins, este que representou um grande encontro em minha vida. Ou reencontro. Já havia lido outras coisas suas, mas depois de Avalovara resolvi que queria escrever com mais afinco romances, novelas, essa coisa de "prosear". Ele tem me dado régua e compasso nessa nova vertente do ofício. É um mestre, um grande escritor, que como ninguém dominava os labirintos da narrativa de fôlego. Por isso, ele é meu Pastor e nada me faltará...
(perdão pela demora, minha vida está um pequeno caos em busca de organização, mas sem perder o bom-humor, porque ele há que ser uma bússola)
09 novembro, 2009
Galiléia
A tensão entre o sertão arcaico e a contemporaneidade se revela numa viagem que três homens fazem para acompanhar a partida do patriarca da família, Raimundo Caetano. Eles devem chegar à Galiléia, a fazenda do avô, o local da infância, o baú de conflitos, uma terra prometida sem rios de leite e mel que guarda segredos de traições, mentiras, assassinatos, incestos, e outras misérias humanas.
A narrativa, em primeira pessoa, é feita por Adonias, médico residente em Recife, personagem angustiado, oscilante entre seus desejos e os sentimentos de fracasso de uma personalidade depressiva. Os primos que o acompanham são Ismael, neto bastardo de Raimundo Caetano, descendente dos índios Kanela, e Davi, músico erudito, meio-irmão de Ismael, sobre quem paira um terrível (e surpreendente) segredo familiar.
Os três sabem do mundo além das fronteiras da Galiléia. O mundo tecnológico e polifônico em que vivemos cruza-se com o sertão dos Inhamuns, no Ceará, com a Grécia Antiga, com o Existencialismo de Camus, o pessimismo de Cioran, a batida do Radiohead.
A Galiléia sabe de si mesma, de sua genealogia, de sua monumentalidade bíblica.
À carne de Raimundo Caetano se decompondo e empesteando o ar se juntam as imagens da infância perdida nas boléias de caminhão de postos de gasolina de beira de estrada.
A biblioteca do tio Salomão é uma metáfora para a morte auto-referente e suicida de um Nordeste preso à heráldicas, às apologias de si mesmo e de um pretenso passado glorioso.
Para usar uma linguagem banal, o livro é de tirar o fõlego. Crueza, homoerotismo, crítica social (sem panfletarismo) se agregamm num trabalho em que imagens e palavras se cruzam com precisão.
O capítulo final (que eu deveria dizer cena, já que o romance é um dos mais cinematográficos dos que li ultimamente) é impressionante. Apesar de me remeter ao menino Josué, perdido numa sala de ex-votos no filme Central do Brasil, me comove pelo que tem de suspense e suspensão.
Um romance mais que irrepreensível, necessário.
18 junho, 2009
um exercício de poesia
e aqui, o poema:
Deux et deux quatre
quatre et quatre huit
huit et huit font seize...
Répétez! dit le maître
Deux et deux quatre
quatre et quatre huit
huit et huit font seize.
Mais voilà l'oiseau-lyre qui passe dans le ciel
l'enfant le voit
l'enfant l'entend
l'enfant l'appelle:
Sauve-moi joue avec moi oiseau!
Alors l'oiseau descend
et joue avec l'enfant
Deux et deux quatre...
Répétez! dit le maître
et l'enfant joue
l'oiseau joue avec lui...
Quatre et quatre huit
huit et huit font seize
et seize et seize qu'est-ce qu'ils font?
Ils ne font rien seize et seize
et surtout pas trente-deux de toute façon
et ils s'en vont.
Et l'enfant a caché l'oiseau dans son pupitre
et tous les enfants entendent sa chanson
et tous les enfants entendent la musique
et huit et huit à leur tour s'en vont
et quatre et quatre et deux et deux
à leur tour fichent le camp
et un et un ne font ni une ni deux
un à un s'en vont également.
Et l'oiseau-lyre joue
et l'enfant chante
et le professeur crie:
Quand vous aurez fini de faire le pitre!
Mais tous les autres enfants écoutent la musique
et les murs de la classe s'écroulent tranquillement
Et les vitres redeviennent sable
l'encre redevient eau
les pupitres redeviennent arbres
la craie redevient falaise
le porte-plume redevient oiseau.
17 junho, 2009
Em tempo- I
O Antídoto é uma ação conjunta do IC com o grupo AfroReggae e discute temas mais que pertinentes, urgentes nesse nosso conturbado século XXI.
Durante esses cinco dias lerei o texto África e Sertão - à Maneira de um Manifesto.
Na programação, entre outras coisas, o espetáculo Mercadorias e Futuros, do meu compadre Lirinha e a peça Mulher Asfalto, da atriz e diretora moçambicana Lucrécia Paco.
Para quem está na terra da garoa é programa obrigatório, sim?
Para ler o Manifesto e espiar a programação completa, clique aqui.
Em tempo- II
A revista Diversos Afins convidou e eu aceitei. Esse mês tem uma leva de poemas meus nessa revista interessantíssima e instigante. Acompanhem!
Para ler a Diversos Afins, clique aqui.
Em tempo- III
Para quem não sabe, sou uma das apaixonada nacionais por futebol, embora meu time do coração, o Santinha, quase me faça infartar.
A revista eletrônica Gol de Letras convidou e eu aceitei. Tem um conto meu sobre futebol na revista.
Para ler Um a Um, clique aqui.
Em tempo-IV
Sei que estou atrasada na postagem de todas essas novidades. Peço perdão. Pra quem não sabe, estou com mais um bebê na minha vida, que ficou muito mais emocionante do que já era.
08 junho, 2009
Platão estava certo...

os poetas são uma ameaça à República e à ordem estabelecida, a julgar pela recente caça às bruxas que retirou das bibliotecas escolares de São Paulo obras de Manoel de Barros, Tim Burton, e ainda uma coletânea que escandalizou as professorinhas por conta de um poema de Joca Reiners Terron.
Seguindo São Paulo, a secretaria de educação de Santa Catarina retirou de suas estantes o romance Aventuras Provisórias, de Cristovão Tezza.
Erotismo, incitação a violência e pornografia são algumas das justificativas que os governos dão para o recolhimentos dos livros.
Ora! Se os maiores motivos são esses, que tal recolher 98% da literatura ocidental dos últimos séculos? Poderíamos começar pela Bíblia, com aquele amontoados de traições, infidelidades, estupros, fratricídios, entre outros maus exemplos para a juventude.
Poderíamos também fazer grandes fogueiras em praças públicas com os livros de Jorge Amado, Hilda Hilst, Carlos Drummond de Andrade, Rachel de Queiroz, só para citar alguns dos maus elementos nacionais.
Poderíamos até incluir esse espetáculo como atração da Virada Cultural. Poderia se chamar Queimada Cultural, à falta de criatividade para um nome melhor ou menos autoreferente.
Enfim, poderíamos feito patinhos otários cair na boca do grande crocodilo e queimar dinheiro público esturricando poetas e prosadores, sem distinção, pois, com certeza isso dá muito menos trabalho que EDUCAR.
Educar professores e técnicos em educação analfabetos funcionais que leem mas não sabem contextualizar e menos ainda transpor os frutos da experiência literária para a sala de aula.
Educar crianças e adolescentes de modo a se tornarem leitores críticos e poderosos.
EDUCAR a sociedade para a leitura do mundo ao seu redor.
Enquanto a grande queimada não vem, continuemos a prensar livros que ensinam que letra de música popular é poesia e a nos lamentar pelo baixo nível cultural do brasileiro. Continuemos a nos pautar pela Veja e similares como bússola do ideario nacional. Continuemos a dar uma educação carne de terceira para nossas crianças e jovens. Pois é sempre mais fácil ter medo da literatura do que das manchetes dos grandes jornais.
De minha parte, que fui apresentada ao mundo das tensões, tesões e contradições da alma humana pelas mãos da minha mãe que leu Dom Casmurro para mim quando eu tinha entre 9 e 10 anos de idade, dou vivas ao Marquês de Sade!
E viva eu e viva tu e viva o rabo do tatu, não é mesmo?!
Abaixo, o poema de Joca e links para mais notícias sobre essa estupidez.
Manual de auto-ajuda para supervilões
Ao nascer, aproveite seu próprio umbigo e estrangule toda a equipe médica.
É melhor não deixar testemunhas.
Não vá se entusiasmar e matar sua mãe.
Até mesmo supervilões precisam ter mães.
Se recuse a mamar no peito. Isso amolece qualquer um.
Não tenha pai. Um supervilão nunca tem pai.
Afogue repetidas vezes seu patinho de borracha na banheira,
assim sua técnica evoluirá.
Não se preocupe. Patos abundam por aí.
Escolha bem seu nome. Maurício, por exemplo.
Ou Malcolm.
Evite desde o início os bem intencionados. Eles são super-chatos.
Deixe os idiotas uivarem. Eles sempre uivam, mesmo quando não
podem mais abrir a boca.
Odeie. Assim, por esporte.
E torça por time nenhum.
Aprenda a cantar samba, rap e jogar dama. Pode ser muito útil na cadeia.
Principalmente brincar de dama.
Ginga e lábia, com ardor. Estômago em lugar de coração,
pedra no rim em vez de alma.
Tome drogas. É sempre aconselhável ver o panorama do alto.
Fale cuspindo. Super-heróis odeiam isso.
Pactos existem para serem quebrados. Mesmo que sejam com o diabo.
Nunca ame ninguém. Estupre.
Execre o amável. Zele pelo abominável.
Seja um pouco efeminado.
Isto sempre funciona com estilistas.
[ in, "Poesia do Dia - Poetas de Hoje para Leitores de Agora", org. Leandro Sarmatz, Ática, SP, 2008 ]
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blog do joca
14 maio, 2009
Na revista Globo Rural desse mês...
30 abril, 2009
O Sambaquis perguntou à queima-roupa...
O que é poesia para você?
(entre outras coisas...)
Para saber, clique aqui.
20 abril, 2009
08 fevereiro, 2009
Sobre Reparação








