20 novembro, 2010

Poema em processo

Um Klint

A cor falsificada,
a textura
imprecisa,
o nome que esqueço
entre sinapses.

Talvez chame-se espelho
isto o que vejo.
Talvez chame-se afeto
isto o que quebro.


As cores,
ruivo,
laranja e castanho,
branco azulado.

A palavra se perde,
mas era eu
em lâminas de ouro.

3 comentários:

Luiz Neves de Castro disse...

Sou leitor-amante de uma bela mulher chamada Literatura, e por último, de sua Poesia. Uma metade de mim é seu seguidor, a outra metade também. Um afetuoso abraço da Egrégora: Carrancas Literárias

Geraldo de Barros disse...

Micheliny, é muito interessante ver esse processo, o poema ganhando a forma a cada nova pincelada, legal ver esses movimentos, embora acredite que seja um tanto angustiante a busca pelo texto final, a satisfação pelo que foi buscado e esperado. Seja bem realizado esse processo. Um abraço

nydia bonetti disse...

Meus poemas estão em processo contínuo. ôh coisa doída. Sempre muito bom te ler. Micheliny, Abçs.