08 novembro, 2007

Espectadores de Calamidades II*



Acima, algumas das imagens de guerra, de que Susan Sontag fala em seu livro. Sim, batalhas, massacres, a dor alheia é um ingrediente rotineiro do fluxo incessante do entretenimento televisivo doméstico, como ela diz. O que fazemos com essa enxurrada de imagens? O que nos tornamos depois que somos bombardeados com essas imagens a vida inteira? Nos tornamos melhores ou criamos uma carapaça que nos torna imune ao sofrimento do outro?

São imagens para vender notícia, apenas isso? Nos comove automaticamente e depois nos desfazemos do sentimento como quem troca de roupa? Nos torna mais éticos, valorizando a vida?

O que fazemos com isso, espectadores de calamidades?

Um comentário:

paulo de toledo disse...

oi, micheliny.
muito interessante o papo.
penso q se uma negra é vista primeiro como uma modelo maravilhosa e depois, na sequência, como uma catadora de lixo, isso só serve para recordar a todos (e principalmente aos negros iguais a ela) de onde ela veio e q se ela pode ser uma modelo é porque o "sistema" deu essa molezinha pra ela. afinal o "sistema" deixa vc entrar, desde q vc tenha consciência de q é apenas ele quem tem as chaves.
enfim, não gosto da idéia.
eu preferiria ver uma loira catando lixo... junto com uma negra. e a passarela vazia, com as pessoas olhando apenas os flashes.
beijos