13 fevereiro, 2007

Sobre deuses e homens




Ontem terminei de ler Avalovara.

E há cerca de duas semanas decidi que Osman Lins é Deus.

E ele é Deus porque Avalovara é um universo regido com maestria, com todo caos e equilíbrio necessários. Uma teia, uma rede de histórias que se cruzam, se penetram, se confundem. Um burburinho de vozes que pertubam o tempo. Um tapete mágico, onde dor e alegria são pontas do mesmo fio.

A leitura desse mundo pede oscilações entre o torpor e a lucidez. Exatamente como aqui, esse estado de coisas a que chamamos de "vida real" e que não é outra coisa senão ficção (às vezes boa, às vezes má).

Contadores de histórias existem aos milhares. Deuses são poucos.

2 comentários:

Anônimo disse...

Oi, Micheliny.
Agora conheço duas pessoas que consideram o Osman Lins Deus. Você e o Evandro Affonso.
Logo farei parte desta religião...

edson cruz

Marta disse...

Ei,
que grata surpresa estrear minhas visitas por aqui lendo suas sensações pós-Avalovara. Sim, Osman Lins é mesmo deus, um trapaceiro de primeira! Há dois anos só penso nele... Mais uma razão para marcarmos já esse nosso café. Quem sabe amanhã? Agora estou em casa, mas presa no aguardo de uma ligação importante...
Beijo.
Marta