18 maio, 2011

Escrevendo...

Mais um poema do novo livro.


Estrela da Vida Inteira

Entre a estrela
tão longe
e a vida,
uma menina
(pequena, ainda)
tece trezentas perguntas
a um interlocutor inexistente.

A aranha
(paciente)
aguarda a desistência
de todas as forças
e em algum lugar
duas torres desmoronam em segundos
por toda a eternidade.

Isso poderia ser a eternidade,
a estrela tecida entre perguntas,
a aranha tão pequena,
a menina inexistente.

E a vida inteira que cabe num poema,
outra arte
que não conheço muito bem.

3 comentários:

d.marinho disse...

bonito. como bandeira, enorme, que também se via menor diante do que a poesia sabia fazer de sua própria vida. não somos mesmo muito maiores quando poetas? quando poesia?

"E a vida inteira que cabe num poema,
outra arte
que não conheço muito bem."

muito bonito.

Dáfni disse...

Adorei!

Beijos

Geraldo de Barros disse...

que maravilha, Micheliny. muito bacana ir curtindo a sua produção.

beijos